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Sem saber

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Tão confusos andamos, sem saber quem somos;
no campo da mente caminhamos,
achando encontrar a rua nos sonhos,
sonhando ter caminho a achar, enquanto,
e de tal forma sem sabermos como,
nos pomos (e somos) aquilo que
queremos crer não ser. E só.
Nenhuma esperança existe para
quem espera vê-la esperando
à beira da grama do rio da mente,
enquanto, descrente, aguarda,
sem saber que em si guarda
toda a certeza latente, tudo
o que só existe no momento iminente
de uma verdade (ou apenas crença)
que se compartilha com mais de um ouvido
e mais de uma mão, sem que nem se toquem,
sem que se levantem no espaço
para riscar o ar e arriscar falar:
que a confusão de andarmos sem sabermos ser
é só uma contusão na alma, quando ela não sabe
amar.

Texto de 28/11/09. Essa foi a primeira poesia que escrevi em muito tempo; a primeira que fiz depois que conheci a Clara. À época eu havia me dado conta de que estava começando a amar de novo, o que fez com que eu abandonasse boa parte das confusões e dúvidas que sempre haviam me acompanhado. Não há mais contusões em mim. True story.

É claro, eu sei

sábado, novembro 28th, 2009

Um dia eu escrevi

então é isso,
uma palavra apenas
e some
toda a certeza,
mas reaparece
toda a vontade
de ser alguém
que não se ame apenas,
mas seja para os outros
amarem.
para um deles só,
por favor.
não se pede favores demais
a nenhum tipo de amor.

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O eu contratado (pt. I)

domingo, setembro 20th, 2009

Às armas!

Em apenas poucas partes de conto (ele está sendo escrito ao mesmo tempo em que postado aqui) vocês vão saber o que merece viver e o que merece morrer. Boa leitura :)

Hoje eu acordei benevolente, mas nem tanto, então não crie expectativas pelo fato de eu estar melhor hoje do que estava ontem. É só que minhas vontades (quase todas; não todas) passaram e agora fico aqui sentado em estado de alfa, parado, alheio, relapso em relação ao tempo e às coisas que tenho de fazer. Porque minhas vontades passaram, já disse.  Então, bem, eu não quero fazer mais as coisas que me mandam fazer para viver, mesmo que esteja fora de questão questionar isso, e argumentar com quem quer que seja sobre o que eu deveria ou não estar fazendo da vida (e com a vida) também não é uma opção.

Ouça bem e você vai entender, porque sei que não captou nada e, como sei disso, tenho que me fazer explicar. Se você tivesse entendido desde cedo eu não precisaria perder meu tempo falando mais, mas, não, vocês têm que ser absurdamente inúteis quando o assunto é a compreensão. O que estou dizendo agora é que tenho um trabalho que não quero fazer. Não para sempre, suponho que queira voltar a trabalhar algum dia (na verdade, daqui a alguns dias), mas não agora, porque minhas vontades passaram. E é óbvio que eu sei que já disse isso, mas enfia essa merda de repetição que você tá criticando onde sentir que ela vai se encaixar melhor e me deixa falar.

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