O eu contratado (pt. I)
domingo, setembro 20th, 2009
Em apenas poucas partes de conto (ele está sendo escrito ao mesmo tempo em que postado aqui) vocês vão saber o que merece viver e o que merece morrer. Boa leitura :)
Hoje eu acordei benevolente, mas nem tanto, então não crie expectativas pelo fato de eu estar melhor hoje do que estava ontem. É só que minhas vontades (quase todas; não todas) passaram e agora fico aqui sentado em estado de alfa, parado, alheio, relapso em relação ao tempo e às coisas que tenho de fazer. Porque minhas vontades passaram, já disse. Então, bem, eu não quero fazer mais as coisas que me mandam fazer para viver, mesmo que esteja fora de questão questionar isso, e argumentar com quem quer que seja sobre o que eu deveria ou não estar fazendo da vida (e com a vida) também não é uma opção.
Ouça bem e você vai entender, porque sei que não captou nada e, como sei disso, tenho que me fazer explicar. Se você tivesse entendido desde cedo eu não precisaria perder meu tempo falando mais, mas, não, vocês têm que ser absurdamente inúteis quando o assunto é a compreensão. O que estou dizendo agora é que tenho um trabalho que não quero fazer. Não para sempre, suponho que queira voltar a trabalhar algum dia (na verdade, daqui a alguns dias), mas não agora, porque minhas vontades passaram. E é óbvio que eu sei que já disse isso, mas enfia essa merda de repetição que você tá criticando onde sentir que ela vai se encaixar melhor e me deixa falar.


