Sem saber
Tão confusos andamos, sem saber quem somos;
no campo da mente caminhamos,
achando encontrar a rua nos sonhos,
sonhando ter caminho a achar, enquanto,
e de tal forma sem sabermos como,
nos pomos (e somos) aquilo que
queremos crer não ser. E só.
Nenhuma esperança existe para
quem espera vê-la esperando
à beira da grama do rio da mente,
enquanto, descrente, aguarda,
sem saber que em si guarda
toda a certeza latente, tudo
o que só existe no momento iminente
de uma verdade (ou apenas crença)
que se compartilha com mais de um ouvido
e mais de uma mão, sem que nem se toquem,
sem que se levantem no espaço
para riscar o ar e arriscar falar:
que a confusão de andarmos sem sabermos ser
é só uma contusão na alma, quando ela não sabe
amar.
Texto de 28/11/09. Essa foi a primeira poesia que escrevi em muito tempo; a primeira que fiz depois que conheci a Clara. À época eu havia me dado conta de que estava começando a amar de novo, o que fez com que eu abandonasse boa parte das confusões e dúvidas que sempre haviam me acompanhado. Não há mais contusões em mim. True story.
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fevereiro 3rd, 2010 at 23:34
Eu sabia que uma hora se daria conta que as confusões eram mais criadas por vc do que por qualquer outra coisa. Espero que tenha descoberto “tua literatura” gurizinho!
A poesia é linda!
Te amo! <3