Apoteose & Epifania
um milhão de sóis e barulhos
se misturam na mente,
conforme as estrelas passam,
o céu se apaga
e as estrelas caem
e o mundo se move
e a estrelas…
de certa forma temos um outro mundo
dentro do mundo que é nosso,
e fora dele há o outro,
o deles.
como…
as estrelas, onde dentro de cada uma
há outra menor, mas mais brilhante,
e seu brilho é a causa maior
do sofrimento,
quando se acaba.
acabar, é esse o destino.
eu, deitado,
agora compreendo
que eu deitado
terminarei.
mas há outro jeito?
como durar para sempre?
como ser sempre?
pois
deve haver
e, se houver,
eu hei de saber,
assim como todos,
o que existe
além de nós
e dos outros.
pois
dentro de cada mundo
há um outro mundo,
dentro de cada estrela
uma outra estrela,
dentro de cada brilho
um outro brilho,
dentro de cada fim
um outro trilho.
Reencontrei hoje minhas poesias escritas em 2006, quando comecei a escrevê-las no estilo que uso até hoje. Essa é uma delas, postarei as demais aqui futuramente.
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janeiro 24th, 2010 at 22:07
O começo estava um pouco vago…mas o final ficou bem bonito.
^^
=*
post interessante no blog do(a) Mamá: Um Homem Bom