28/jan/2010

Posted by Breno C. Souza in Blogs, Featured Articles, c-sides | 2 comments

Mostrando os peitinhos, mas com talento.

Essa postagem é em homenagem ao meu nobre amigo Pimba, que depois de anos desacreditado musicalmente pela minha pessoa, hoje conquista um posto especial dentre meus indicadores de boas músicas. Realmente o Pimba não é o que podemos chamar de “melhor dica musical da semana”, mas por duas vezes me fez indicações muito boas. Primeiro mostrou o poder da pequena Kate Nash e suas músicas de final de tarde. E agora me iluminou no caminho da, já famosa, Lily Allen. Eu já conhecia as duas cantoras, mas em momento nenhum tinha dado crédito aos seus trabalhos. Foi o Rafael (Pimba) que me alertou com suas frase demonstrativa de qualidade (“escuta essa porra ‘muleque’”).

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Pra começar chocando: olha o potencial!

Gratidão demonstrada, chega a hora de falar mais sobre música. Pelo título vocês devem ter entendido que vou focar a postagem encima da Lily Allen. Sim, ela tem essa doce mania de mostrar as “pombinhas” em praça pública. E devo ressaltar que esse foi um dos motivos para que eu não me aprofundasse nos seu “trabalho musical” antes.

Sou um cara cheio e preconceitos e um deles é em relação ao comportamento dos músicos. Se for do meu agrado a forma como um individuo pensa e se expressa fora de seu meio, obviamente vou destinar um pouquinho de atenção ao dito cujo, mas se o artista fica se expondo com merda, coisas como mostrar o peito, mostra a “perereca”, dar beijinho gay ou afirmar que é hermafrodita, vai ganhar meu unfollow momentâneo em sua carreira. É, eu sei, isso me faz perder o melhor do mundo da música, mas não vou conseguir mudar de atitude depois de tanto tempo.

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Peeiiiitcheeeeenhooooooo (o)(o)

A Lily Allen já apareceu umas duas vezes atacando de Paris Hilton nas festinhas badaladas – não me lembro ao certo se foram só duas – e esse comportamento me fez ignorar a “pseudo vadia”. Tenho dois álbuns dela que foram baixados assim que disponibilizados via 4shared, porém não ouvi com atenção ou só quando caia na setlist de domingos – que é altamente randômica. Ai você pode se perguntar o porque de eu ter ignorado o trabalho pelas atitudes. A explicação mais racional que existe dentro de mim é que tenho dó de estar perdendo meu tempo prestanta atenção em alguém que foi mais focada porque deixou um seio de fora ou porque quer causar polêmica sem grandes motivações. Até curto um pouco de destaque, mas prefiro que ele seja por um merecimento dentro de uma idéia e não um simples reflexo do momento de estar fazendo merda.

TO GOXTOZA///

TO GOXTOZA///

Mas voltando a música… o primeiro álbum não foi grandes merdas e não me chamou tanta atenção. Cheio de influencias misturadas e sem uma maturidade, apesar de soar bom, Alright, Still é um álbum de inicialização de personalidade. Depois dele podemos dizer que a personagem formada pelas letras “contra sexista” e a forte presença do ská, fez a Lily ter uma identidade musical. Me arrependo mesmo é de não ter dado a devida atenção ao It’s Not Me, It’s You.

Antes de qualquer comentário a seguir, gostaria de deixar claro que continuo não aprovando os peitinhos de fora, mas aprendi a dividir as coisas.

Agora voltando ao álbum, só posso dizer uma coisa: F-O-D-A! O problema das múltiplas influencias continua e talvez seja algo a ser encarado como qualidade se for feito com qualidade. Você vai ouvir nesse álbum um pouco de tudo bem harmonizado, ele passa do Country para o Hip-hop numa levada legal, sem parecer forçado, mantendo aquelas letras do tipo “olha, sou feminista e gostosa”, que apesar de bem boladas, não deveriam me agradar muito. Por fim não tem como negar que a moça de peitos pequenos cresceu um bocado depois de seu primeiro álbum.

Um bom álbum, com uma capa interessante.

Um bom álbum, com uma capa interessante.

Musicalmente dizendo, o estilo dela é uma mistura de ska com qualquer outra coisa que não consigo definir muito bem por ser, com certeza, uma outra mistura. Para essa geração atual é algo novo e que soa legal para se ouvir no carro ou dar umas amassos (quem sabe os dois ao mesmo tempo) e que fica na cabeça pela letra fácil e ritmo simples. Mas o que não impede da velha guardar gostar desse trabalho é a ligação da voz bem trabalha com o instrumental, apesar de simples, porém bem executado. Ou seja, é o que sua mãe chamaria de música boa, porque ela pode dançar juntinho e seu pai suportaria, por não ser algo gritante.

It’s Not Me, It’s You é uma super dica para quem quer realmente quer ouvir algo com qualidade. E quem quiser colocar o peitinho (veja bem, eu disse peitinho e não tetas gordas e caídas) para fora, pelo menos tire uma foto e nos envie.

Fica com essa perola, porque depois dessa postagem, todo merecemos.

Fica com essa perola, porque depois dessa postagem, todo merecemos.

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    1. Janderson Dias
      Janderson Dias disse:

      Faz tempos que quero ouvir os discos dela mas sempre vou adiando. Gostei do clipe de Is Not Fair, não é muito original, mas é divertido. Quanto as polêmicas, ela parece até bem comportada diante de outras figuras do cenário musical atual (vide Lady Gaga e Amy Winehouse, por exemplo).

      • Breno C.
        Breno C. Souza disse:

        Como a gente estava falando por msn: sei que outras pessoas ficaram com um pé atrás com ela, até porque a imagem que a personagem passa, nao é a mesma da cantora. Mas escute os dois álbuns. O primeiro não é isso tudo, mas o segundo vale apena.

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