Posted by Breno C. Souza in Artes, Cinema & TV, Featured Articles | 1 comment
Matadores de Vampiras Lésbicas

Jimmy e Fletch
“Usar clichês é realmente tão errado assim?” Essa é a primeira pergunta que o espectador se faz quando termina de ver Matadores da Vampiras Lésbicas. Estamos acostumados a pensar que os filmes com muitos “lugares comuns” do mundo cinematográfico são uma produção fraca ou com pouca qualidade intelectual, porém esquecemos o fato de que os filmes são direcionados, ou seja, eles têm um publico alvo.
Se você faz um filme sobre vampiras lésbicas sendo caçadas por dois potenciais comediantes, obviamente não está direcionando o filme a um circuito mais crítico e intelectual. Poucos trabalhos conseguem tocar grupos de pessoas que sejam completamente diferentes.
Logo, não podemos esperar muito conteúdo intelectual e filosófico de uma obra cinematográfica que tenha o nome de Lesbian Vampires killers, cujo plot trata de dois amigos que estão vagando pelo interior da Inglaterra em busca de aventuras, acabando por encontrar uma vila cheia de vampiras lésbicas. Afinal de contas, essa não é a história mais complicada do mundo para se tecer.
Sendo assim, nada mais natural do que colocar elementos que já estamos cansados de ver nesse tipo de filme, cuidando para que sejam incluídos de forma a proporcionar a quem estiver vendo gratidão por ter pago o ingresso e não remorso por estar vendo algo mal feito.

Jimmy, Fletch, O Pastor e Lotte
Como foi dito, é uma história simples. Tudo começa quando Jimmy (Mathew Horne) é chutado pela enésima vez por sua namorada possessiva e infiel, personagem esta que serve apenas como “motivador” para a depressão do “mocinho”. Então ele se junta ao seu fracassado amigo Fletch (James Corden) para afogar suas mágoas em um Pub.
Conversa vai, conversa vem e os dois acabam se metendo numa viagem para a cidade de Gragwich, – detalhe para a escolha da cidade, que virou alvo de um dardo de bar. Já no caminho de sua nova aventura, os dois discutem um pouco, gerando boas piadas que mantém o clima até a grande aparição.
Daí para frente, qualquer coisa se transforma num spoiler ,que não faz diferença ser dito, uma vez que o final é obvio demais e pelo andar da carruagem, já se espera que boa parte do elenco feminino se transforme em vampiras lésbicas.

Jimmy e Eva
Num filme de comédia, com a palavra “lésbicas” em seu título, a primeira coisa que vem a mente masculina é: mulher! Mas não quaisquer atrizes! Esperamos por mulheres que sejam capazes de estar numa cena em câmera lenta ao som de Woman da banda Wolfmother, sem que o conjunto se torne algo ridículo.
Para alguns, esse será um dos momentos altos do filme e acredito que temos – todos - de convir que o clichê da “andadinha em câmera lenta” se torna bem melhor quando a cena é realmente bem construída, passando do cenário harmônico de cidade velha semi destruída até a diferença de gesticulação de cada personagem, que demonstra em poucos segundos sua personalidade
A graça também fica por conta dos detalhes bizarros, estranhamente colocados de forma natural, como a espada com punho em formato de pênis ou as vampiras que, depois de mortas, explodem soltando um liquido parecido com esperma por todos os lados (muito diferente das explosões comuns ou petrificações). Pontuando o filme com pequenas levadas engraçadas e nada recomendadas para menores, esses pormenores são elementos adicionais, mas não construtores. São os pontos de originalidade dentro da série de cenas esperadas e piadas de final conhecido.

Lotte e Eva
Sobre a parte artística, tecnicamente falando, não é um filme que exige de seus atores as melhores interpretações. Em alguns momentos, como nas cenas com as vampiras, a situação passa de “falso engraçado” para “forçado constrangedor”.
O espectador vai sentir falta de uma real interação entre o casal Jimmy (Mathew Horne) e Lotte (MyAnna Buring), pois, ao que parece, faltou química entre os dois. De toda forma, a fotografia conseguiu reproduzir muito bem os cenários de filmes de terror made in USA sem grandes pretensões, mesmo que o filme seja do Reino Unido. Assim como a trilha sonora escolhida para representar a juventude, que não segue o padrão emo–afetado.
Matadores de Vampiras Lésbicas fica como indicação forte para as gerações mais novas que não entendem por que gostamos tanto de filmes como Garotos Perdidos (Lost Boys).
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| Título original: Lesbian Vampire Killers Gêneros: Terror e comédia Tempo: 88min Ano: 2009 |
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Uma coisa que eu sempre me perguntei sobre esse filme é: tem peitinho?